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O prepúcio oferece cobertura parcial ou total da glande. Por cem anos, pesquisas anatômicas confirmaram que ele é tecido ricamente inervado e especificamente erógeno, com receptores sensoriais encapsulados especializados (corpusculares), tais como os corpúsculos de Meissner, corpúsculos pacinianos, corpúsculos genitais, bulbos terminais de Krause, corpúsculos de Ruffini e corpúsculos mucocutâneos.

Estes receptores transmitem sensações de toque fino, pressão, propriocepção e temperatura.

Os dois receptores sensoriais na pele dos primatas são terminações nervosas livres e receptores encapsulados ou corpusculares. Enquanto as terminações nervosas livres são achadas por toda a pele, os receptores encapsulados estão concentrados em regiões que requerem sensibilidade tátil especializada, tais como as pontas dos dedos, lábios, genitália externa, pele perianal, e áreas de transição entre pele e membranas mucosas.

Apenas em 1991 a área ondulada no prepúcio foi identificada como uma área concentrada de receptores corpusculares.

 

 

A glande humana tem poucos receptores corpusculares e predominantes terminações nervosas livres, consistente com sensibilidade protopática.

Protopático se refere a uma ordem inferior de sensibilidade (consciência da sensação), como pressão profunda e dor, que é mal-localizada. A córnea do olho também é protopática, pois pode reagir a um estímulo mínimo, como um cabelo sob a pálpebra, mas só consegue localizar o olho afetado e não a localização exata do cabelo sob o tecido conjuntivo.

Como resultado, a glande não tem virtualmente qualquer sensação de toque fino e só pode sentir pressão e dor em alto limiar.

A remoção do prepúcio perturba o comportamento copulatório normal nos mamíferos, incluindo humanos. A neuroanatomia do prepúcio e da glande forma uma plataforma sensorial complexa que é importante para o comportamento sexual normal.

Fonte: Cold CJ, McGrath KA. Anatomy and histology of the penile and clitoral prepuce in primates. Em Male and Female Circumcision, Denniston GC, Hodges FM, Milos MF (eds.) Kluwer Academic/Plenum Publishers, New York, 1999.